BASQUETE

Conheça alguns nomes famosos do basquete masculino do Tênis Clube São José dos Campos, desde o início da modalidade nos anos 40.

 

ALBERTO MARSON

Nome famoso do basquete brasileiro nas décadas de 40 e 50, e um dos iniciadores do “esporte da cesta” em São José dos Campos. Alberto Marson nasceu em São Paulo, no dia 24 de Fevereiro de 1923, mas estava em Presidente Prudente quando, em 1948, se transferiu para São José dos Campos, onde veio jogar basquete e trabalhar no CTA e no Colégio João Cursino como professor de educação física. Como jogador, ajudou o Brasil a ganhar medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1948 (Londres) e nos Jogos Pan-Americanos de 1951 (Buenos Aires), e participou do vice-campeonato sul-americano de 1949. Foram 15 jogos oficiais pela Seleção Brasileira.
No Vale do Paraíba, jogou pelo Tênis Clube e pelo CTA – equipe formada por ele depois que teve um desentendimento e se afastou do Tênis. Foi campeão do Troféu Bandeirantes de 1952 pela equipe tenista.
Alberto Marson foi o técnico de basquete que em 1969 conquistou o título de campeão do Interior pelo Tênis Clube SJ dos Campos, com uma equipe formada por Edvar, Pedro Yves, Peninha, Josildo e Emílio. Casou-se com uma jogadora de basquete, Dirce Marson e se radicou em São José dos Campos. Seu filho, Ivan Marson também jogou basquete pelo Tênis São José.


WILSON BOMBARDA

Bombarda nasceu no dia 7 de Outubro de 1930, na cidade de Lins, mas no começo da década de 50 veio para São José dos Campos, onde jogou basquete e mais tarde se dedicou ao vôlei feminino, montando uma das mais fortes equipes da modalidade na AE São José. Casou-se com uma jogadora de vôlei, Dirce Bombarda, que também jogou na Vermelhinha. Como jogador de basquete atuou no Marília AC, Tênis Clube Paulista, EC Pinheiros, Tênis Clube São José dos Campos e Clube do CTA. Foram 14 jogos oficiais pela Seleção Brasileira, marcando 54 pontos. Participou da Olimpíada de 1956, na Austrália (6º lugar); dois Jogos Pan-Americanos, ganhando medalha de bronze no México (1955) e em Chicago (1959); vice-campeão mundial de 1954.
Depois de várias conquistas como técnico de vôlei feminino (penta-campeão dos Jogos Abertos do Interior), mudou-se de São José dos Campos para a cidade de Altinópolis, aposentado do esporte.

GERSON MUNHOZ

Gerson Munhoz dos Santos veio para São José dos Campos em 1954. Finalidade: jogar basquete. E para receber um salário razoável foi empregado como dentista na fábrica de louças Bonádio, cujos proprietários eram diretores do Tênis Clube. Pode-se dizer que Gerson foi um dos iniciadores do basquete competitivo de ponta em São José dos Campos. No final do ano de 1955 assumiu a responsabilidade de montar uma nova equipe no Tênis. Por causa de uma briga interna, Alberto Marson levou vários jogadores e montou um time no CTA. Gerson Munhoz manteve-se fiel ao Tênis e até 1962 “segurou a bucha” e com ele passaram vários craques, como Rodolfo, Wiill Pecher, Ita, Rubinho, Nelson Possi, Liscio, Paulista, Zoca e Diede Lameiro. Mais tarde voltou ao basquete na sua gestão como presidente do Tênis (81/83) trazendo para o clube o patrocínio da Caderneta de Poupança Haspa, participando da formação da vitoriosa equipe bicampeã estadual e vice sul-americana.

RUI VENEZIANI

José Rui Veneziani começou a jogar basquete pelo Tênis Clube em 1952. Fez parte do grupo que estava iniciando a prática do esporte competitivo de ponta. Sem ser uma “estrela”, tanto que ficou como reserva durante muitos anos acabou ganhando destaque como diretor – foi ele quem trouxe grandes jogadores para fortalecer o time, como Gerson Munhoz (veio de São Paulo), Liscio (Ribeirão Preto), Cabeção (São Vicente), Braga e Nelson Posse (São Carlos). Corria atrás de emprego nas fábricas para os jogadores ficarem em São José dos campos. Casou-se com uma atleta do basquete, Cirene Poli, e também foi grande incentivador do basquete feminino.
Não podia ser diferente.


ITA

Wilson Caetano Jorge, o Ita, foi atleta de basquete do Tênis Clube durante 22 anos (1955-1977). Apesar da baixa estatura, compensava com a velocidade e armação das jogadas, tanto que atuou ao lado de Bombarda, Marson, Rodolfo Pecher, Wille, entre outros. E estava no clube em 1969, quando chegaram Edvar, Pedro Yves e Josildo. Na ocasião já era o responsável técnico pelas equipes de base mini, mirim, infantil e juvenil. Foi atleta do lendário Edésio Del Santoro, um dos precursores do basquete joseense, e se orgulha de ter participado dos Jogos Abertos de Cambuquira, em 1956, enfrentando as melhores equipes do Brasil (Flamengo, Pinheiros, Minas Tênis). Também foi um incentivador do tênis de campo, acompanhando sua filha Patrícia Jorge, que chegou ao 2º lugar no ranking brasileiro na categoria 16 anos. Ita chegou a pleitear a presidência do clube, mas perdeu as eleições.

WALDYR BOCCARDO

Nasceu na cidade de São Manuel, em 28 de Janeiro de 1936.
O nome de Waldyr Geraldo Boccardo está ligado a grandes feitos do basquetebol brasileiro. E muita gente esquece que ele começou a jogar em São José dos Campos. Ala e pivô de 1,94 de altura, foi campeão dos Jogos Abertos de Poços de Caldas em 1955 quando atuava no Tênis Clube, pelo qual também ganhou o título de Troféu Bandeirantes, Fase Municipal, em 1956 num clássico memorável contra o Clube do CTA. De São José saiu para jogar no Rio de Janeiro, pelo Vasco da Gama, Botafogo e Flamengo, e, logicamente chegou à Seleção Brasileira. Ajudou o Brasil a ganhar medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1960 (Roma); foi campeão mundial em 1959, no Chile; ganhou bronze no Pan-Americano de 1959 (Chicago) e foi campeão sul-americano em 1960 (Argentina). Pela seleção brasileira foram 13 jogos oficiais, e Boccardo marcou 48 pontos.


PAULISTA

Benedito Cícero Tortelli, o Paulista, nasceu em Sorocaba, no dia 26 de Fevereiro de 1939. Ala, 1,85 de altura, começou no Esporte Clube Escarpa/SP.
Campeão mundial de 1963, também jogou no Tênis Clube SJ dos Campos, de onde partiu para o estrelato, indo posteriormente para o São Carlos Clube, Palmeiras, Vasco da Gama e Fluminense. Foram 9 jogos oficiais pela Seleção Brasileira, marcando 26 pontos, mas o suficiente para conquistar o título de campeão mundial. Foi duas vezes campeão sul-americano: em 1960, na Argentina, e em 1963, no Peru. Parou de jogar em 1976, quando estava no Fluminense do Rio de Janeiro.


PENINHA

Antonio Penna, o Peninha, foi contratado pelo Tênis Clube São José dos Campos para formar na equipe que acabou conquistando o título de campeã do Interior em 1969, derrotando o Clube dos Bagres de Franca, numa final memorável (80 a 70). Ele foi o “cestinha” do time com 23 pontos com uma atuação espetacular, ao lado de Edvar, Pedro Yves, Josildo e Emilio, sob o comando técnico de Alberto Marson. No ano anterior, em 68, o Tênis Clube tinha sido vice-campeão do Interior. Antes de vir para São José dos Campos, Peninha já tinha sido bicampeão brasileiro pelo Corínthians, onde jogou ao lado de Edvar, Ubiratan, Wlamir Maques, Rosa Branca, Mical e Amaury – uma equipe fantástica, treinada pelo professor Moacir Daiuto. Foi um dos ídolos da
torcida joseense nos três anos que defendeu as cores do Tênis Clube.


PEDRO YVES

Formava uma dupla infernal com Edvar no Tênis Clube São José dos Campos e nos clubes por onde passaram, tendo jogado juntos durante 20 anos. Pedro Yves Simão é natural de Agudos (SP), mas desde pequeno radicado em São José dos Campos. Fora das quadras também trabalhou como professor de Educação Física, no Instituto João Cursino, formou-se em Odontologia, e pela popularidade no esporte acabou sendo eleito deputado e foi prefeito de São José dos Campos (90-92). Homem ativo e personagem de destaque na sociedade joseense também exerceu o cargo de presidente do São José Esporte Clube na melhor fase do futebol profissional da Águia. No basquete, começou com 10 anos de idade no Instituto João Cursino, ganhou destaque como juvenil do Tênis e foi convocado para a seleção brasileira que se sagrou campeã mundial no Chile em 1958. Foi campeão mundial universitário pela seleção brasileira em Porto Alegre e campeão latino-americano em Cuba (1963). Atuou ainda pelo Corínthians, onde foi campeão paulista, brasileiro e sul-americano, pelo Palmeiras e pelo Trianon de Jacareí. Não esquece a grande conquista do Tênis Clube sobre o Clube dos Bagres de Franca, em 1969: campeão do Interior.

JOSÉ EDVAR SIMÕES

Edvar nasceu em São José dos Campos, no dia 23 de Abril de 1943.
Um dos maiores nomes do esporte joseense em todos os tempos, José Edvar Simões foi craque em todos os times por onde passou e, sobretudo na seleção brasileira ganhou projeção internacional. Ajudou o Brasil a ganhar medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1964, no Japão. Marcou seis pontos em quatro jogos. Ainda participou de outras duas Olimpíadas: México em 1968 (4º lugar) e Montreal em 1976 (7º lugar). Pela Seleção Brasileira ainda foi vice-campeão mundial em 1970, na Iugoslávia, participando de 9 jogos e marcando 93 pontos. Considera inesquecível a vitória sobre os Estados Unidos (69 a 65), naquele campeonato. E estava no time que conseguiu o 3º lugar no Mundial de 1967, no Uruguai. Foram 37 jogos com a camisa do Brasil e 345 pontos. Foi técnico da Seleção Brasileira em 1982, no campeonato mundial da Colômbia (8º lugar). Em competições oficiais foram sete (7) jogos dirigindo a Seleção, com 4 vitórias e 3 derrotas. De jogador do Tênis Clube a técnico de basquete, depois gerente de futebol no XV de Piracicaba, Corínthians e Marília. E quando ninguém mais esperava, Edvar voltou à quadra de basquete para treinar o Corinthians/UMC, na sétima semana do Nacional Masculino 2004. A equipe de Mogi das Cruzes ocupava o oitavo lugar, com cinco vitórias em 12 jogos, situação incômoda para o então vice-campeão paulista e um dos favoritos ao título. A chegada do novo treinador renovou o ânimo da equipe, que garantiu vaga para os playoffs da competição. Bela campanha!
Edvar sempre gostou de desafios.
A história do Edvar-jogador começou no Tênis Clube SJ dos Campos. Armador, 1,85 de altura, sempre aliando velocidade, acerto nos passes e precisão nos arremessos, além de muita raça dentro da quadra. Depois jogou no Corínthians, Trianon de Jacareí e Palmeiras. Quando voltou a São José foi para ser campeão do Interior em 1969 numa memorável final contra o Clube dos Bagres de Franca. Experiência em decisões nunca faltou ao técnico, que é pentacampeão da Taça Brasil de Clubes (Tênis Clube de São José dos Campos/1981 e Monte Líbano/1984, 85, 86 e 87). Como treinador do Monte Líbano, Edvar foi ainda bicampeão sul-americano e conquistou o vice-campeonato mundial de clubes (1985). Logo que abraçou a carreira de técnico foi bicampeão estadual, campeão brasileiro e vice sul-americano pelo Tênis São José, os maiores títulos do basquete joseense.
Homenagens – No dia 23 de agosto de 2002, o Tênis prestou uma homenagem a Edvar, dando o seu nome ao novo ginásio de treinamento do clube. Diversos craques do passado vieram prestigiar o evento, entre eles
Mical, Mindalgas, Marquinhos, Xexa, Mauri, Nilo, Marcelo Vido, Pipoka, Maurício Paraguai, Joel, Zé Geraldo, Mosquito, Jatyr, Pedro Yves, Vlamir Marques, Amauri, Neto, Zé Olaio e Edvar Júnior (filho do homenageado).
Na comemoração dos 70 anos da CBB – Confederação Brasileira de Basquetebol, Edvar foi chamado no dia 11 de Novembro de 2003 para ser
homenageado pelo bronze olímpico de 1964, juntamente com outros colegas de seleção (Amaury, Sucar, Mosquito, Rosa Branca, Fritz, Jatyr, Edson Bispo, Victor e Renato Brito Cunha). Na mesma festa, a CBB lembrou a bela participação de Edvar nos Mundiais de 1967 e 1970.


JOSILDO

Josildo Arnulfo dos Santos chegou a São José dos Campos na década de 60 e veio com a fama de jogador de destaque no basquetebol brasileiro. Uma grande fase no XV de Piracicaba, outra melhor ainda no Palmeiras, com passagem pela Seleção Brasileira. Depois do Tênis Clube ainda jogou pelo Trianon de Jacareí. Ninguém esquece a formação do time campeão do Interior de 1969 em cima do Clube dos Bagres de Franca: Josildo, Emilio, Edvar, Pedro Yves e Peninha. O técnico era o professor Alberto Marson. Radicou-se em São José dos Campos, onde trabalhou muitos anos como professor de Educação Física do Colégio Olavo Bilac. Casado com D. Teresa e pai de três filhos (José Inácio, Roberto e Luciane), Josildo faleceu em 2007, aos 64 anos, com problemas cardíacos, deixando muitas saudades dentro e fora das quadras, além de lições de vida, pois era muito religioso e participante da comunidade da Paróquia da Sagrada Família, onde era muito querido pelos jovens.


ZÉ OLAIO

José Luiz Olaio Neto nasceu no dia 30 de abril de 1946, em São Carlos,
mas acabou se radicando em São José dos Campos por conta do basquete. No auge de sua forma foi contratado para jogar no Tênis Clube SJ dos Campos, em 1970. Resolveu fixar residência no Vale do Paraíba. Sua brilhante carreira começou em São Carlos, mas sua cidade não conseguiu segurar o pivô que logo encantou os afeiçoados do basquete de todo o Brasil. Zé Olaio trocou São Carlos pelo Comercial de Ribeirão Preto e logo veio o convite para jogar no forte time do Palmeiras. Para um craque tão talentoso o destino só poderia ser Franca, que já pintava como a “capital do basquete”. Ficou no Clube dos Bagres durante quatro anos até ser convidado a jogar pelo Tênis Clube. Formou na equipe que tinha Edvar, Josildo, Pedro Yves e Dirceu. Mas com a extinção do DEMEFE – Departamento Municipal de Educação Física e Esportes, não foi possível segurar Zé Olaio no Tênis. Ele continuou morando em São José, mas ainda foi jogar pelo Palmeiras, Trianon de Jacareí e por último em São Carlos. Após o fim da carreira fixou-se como funcionário da General Motors, em São José dos Campos, onde trabalhou durante 32 anos. Jogando contra o Tênis São José, foi campeão do Interior e dos Jogos Abertos em 1964, defendendo o Clube dos Bagres de Franca. Na Seleção Brasileira foram 33 jogos oficiais e 139 pontos. Estava no time vice-campeão mundial de 1970, na Iugoslávia; foi campeão sul-americano em 1968 no campeonato realizado no Paraguai, e participou do Pan-Americano de Winnipeg, Canadá, em 1967, quando o Brasil ficou em 7º lugar.


CARIOQUINHA

Aos 52 anos, o técnico, Milton Setrini Júnior, o Carioquinha, conquistou o título invicto da Supercopa Brasil e garantiu a presença de sua equipe, o Universo/DF, no Campeonato Nacional Masculino de 2004. Depois de treinar equipes como o Nosso Clube de Limeira, Jacareí, Uberlândia e Blumenau, Carioquinha estabeleceu como objetivo ajudar a capital federal a ser mais um grande pólo do basquete brasileiro. Experiência para isso não falta ao ex-atleta que começou a jogar basquete aos oito anos de idade.
Foi fantástico com a camisa do Tênis Clube São José dos Campos,
campeão estadual em 1980 e campeão da Taça Brasil em 1981.
Carioquinha, ala e armador, nasceu em São Paulo, no dia 4 de Janeiro de 1951. Ganhou notoriedade no basquete com os seus 1,88 de altura. Começou no Palmeiras e depois jogou pelo Tênis Clube SJ dos Campos, Nosso Clube de Limeira, Minas Tênis Clube, Pinheiros, Sírio e Flamengo/RJ. Teve grande participação na Seleção Brasileira: foram dois Jogos Olímpicos, 1980 em Moscou (5º lugar) e em 1984 em Los Angeles (9º lugar); sua maior conquista foi a medalha de ouro no Pan-Americano de 1971, na Colômbia; ainda ganhou bronze no México (1975) e em San Juan (1979), e medalha de prata em Caracas (1983). Foi quatro vezes campeão sul-americano pelo Brasil (1971, 1973, 1977 e 1983). Sua primeira experiência como técnico foi em Limeira.


ZÉ GERALDO

José Geraldo de Castro nasceu em Presidente Prudente, mas por causa do basquete não ficou em sua cidade. Brilhou como pivô em todas as equipes por onde passou: Corínthians (de 67 a 71), Palmeiras (de 71 a 75), Franca (de 75 a 77) e Tênis Clube São José dos Campos (de 77 a 84). Pela Seleção Brasileira ganhou medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos da cidade do México em 1975 e San Juan em 1979. Participou de duas Olimpíadas, em 1968 (México), quando o Brasil foi o 4º colocado, perdendo a medalha de bronze para a Rússia, e em 1972 (Munique), quando o Brasil ficou em 7º lugar.
Quando a equipe de basquete do Tênis Clube encerrou atividades em 1984, Zé Geraldo ainda saiu para jogar pelo Sírio e pelo Rio Claro, mas já tinha fixado residência em São José dos Campos. Casado com Noeli, pai de três filhos (Erica, Cassiano e Eleonora, esta última joseense). No Tênis, foi bicampeão estadual, campeão brasileiro e vice-campeão sul-americano. Foi tri-campeão dos Jogos Regionais e campeão dos Jogos Abertos do Interior (1980). Também ganhou títulos no Corínthians, Palmeiras e Franca. Passou a ser técnico e jogador em 1986, ganhou o título de campeão da 1ª divisão, conquistando o acesso do Tênis Clube para a Divisão Especial. Em 2000 também comandou o Tênis, com o 3º lugar no campeonato, e anunciou junto com o presidente do clube, Rubens Latorraca um novo acesso para a divisão principal, pois o clube tinha sido rebaixado em anos anteriores. Zé Geraldo dirigiu a equipe da ADC Embraer, em 1990, um time de ponta que fez frente aos “grandes” do basquetebol paulista, classificando-se entre os quatro primeiros. No mesmo ano comandou o time campeão dos Jogos Regionais, em Lorena, quando obteve um placar recorde numa das partidas: São José dos Campos 236 x 35 Piracaia. Sempre dedicado, um apaixonado pelo basquete, Zé Geraldo também dirigiu equipes de base e ganhou títulos com a garotada da Fuji-Embraer, na Liga Regional, categoria Mirim, em 1990, e pela AE São José, na categoria Infantil, em 1991. Para não ficar afastado das quadras, Zé Geraldo passou a pertencer ao quadro de delegados da Federação, sendo designado para acompanhar as equipes de oficiais nos jogos do estadual.


MARCELO VIDO

Marcelo Vido nasceu no dia 15 de Janeiro de 1959, e acabou se transformando num dos mais importantes alas do basquetebol brasileiro em sua época, com 1,98 de altura. Ídolo no Tênis Clube SJ dos Campos, onde chegou com a fama de campeão mundial de clubes, título que obteve no Esporte Clube Sírio em 1979. Foi bicampeão estadual, campeão brasileiro e vice sul-americano com a camisa do Tênis. Participou de duas Olimpíadas, em Moscou (1980-5º lugar) e Los Angeles (1984-9º lugar). Esteve em dois jogos Pan-Americanos, ganhando bronze em San Juan (1979) e prata em Caracas (1983). Duas vezes campeão sul-americano, em 1983 (São José dos Campos) e em 1985 (Colômbia).

NILO

Nilo Martins Guimarães nasceu em Mogi das Cruzes, no dia 4 de abril de 1957. Ele estudava no primário, no Instituto Washington Luís, com 11 anos e baixa estatura, não largava a bola de basquete. “Você não tem tamanho pra isso”, era o que mais ouvia. Persistente, acabou conquistando seu espaço. José Carlos Silveira, o Tuta, foi o seu primeiro técnico no colégio. Como não havia basquete competitivo na cidade, Nilo foi para São Bernardo do Campo, mas ficou pouco tempo, saindo de lá com uma fratura no braço. Quem o descobriu para o basquete foi Edvar Simões num jogo de estudantes em Mogi. Em 1977, Edvar chamou Nilo para São José dos Campos. Com 1,78 de altura, Nilo disparou na carreira: armador veloz, bom marcador, impulsão nos rebotes adversários, precisão nos arremessos e ótima visão de quadra para enfiar a bola no momento certo. Foi fantástico nos títulos conquistados pelo Tênis: bicampeão estadual e vice-brasileiro (81-82). Passou a ser figura obrigatória nas seleções brasileiras. Quando parou, passou a ser técnico em Mogi das Cruzes, trabalhou como assistente de Hélio Rubens na seleção brasileira e não cansa de receber propostas. Mas mudou de vida: ficou sócio da Guinishi, uma empresa que planta e exporta para o Japão o "agaricus blazei" desidratado, como o ex-jogador trata, 'com intimidade', o cogumelo do sol, usado na área medicinal para fazer chá. "Gostaria de seguir carreira como técnico, mas tenho uma situação pré-estabelecida em Suzano, e não posso fugir à realidade. Vou tocar minha vida". A saudade do basquete mata nos jogos com os veteranos. Nilo ainda ficou sócio, com outros ex-jogadores - China e Marcelo Vido, companheiros dos tempos da Pirelli - de uma franquia da Pães e Cia, em Santo André, desde 1990.

PIPOKA

O pivô João José Vianna, o Pipoka, 2,04 de altura, começou a jogar basquete aos dez anos influenciado pelos amigos em Brasília. Teve uma carreira longa e cheia de vitórias. Nasceu no dia 15 de Novembro de 1963, em Brasília. Jovem, veio para o Tênis Clube SJ dos Campos ainda com idade de juvenil. Conviveu com as feras do Tênis no início da década de 80. Jogou em pelo menos onze times, incluindo uma passagem pela NBA (liga profissional norte-americana), no Dallas Mavericks. Defendeu durante treze anos a seleção brasileira, participou de três Olimpíadas, de três Mundiais e conquistou vários títulos, como a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, o bicampeonato sul-americano e o tetracampeonato nacional pelo Monte Líbano (SP). Já em final de carreira, Pipoka emprestou um pouco da sua experiência ao Uniara/Araraquara. Em sua primeira participação na competição, a equipe paulista já garantiu a vaga para os playoffs e ficou entre as oito melhores do país. Pipoka foi um dos culpados disso.


UBIRATAN PEREIRA MACIEL

Nascimento – 18/01/1944, em São Paulo.
Morreu em 17/07/2002, no Hospital das Forças Armadas em Brasília, depois de um segundo ataque cardíaco. Altura – 1,99.
Clubes – Clube Floresta (atual Espéria), Palmeiras, Sírio, Corínthians, Trianon de Jacareí, Tênis Clube SJ dos Campos e XV de Piracicaba.
Títulos – Campeão Brasileiro (1981) e Estadual (1980-1981) pelo Tênis Clube SJ dos Campos; três Brasileiros pelo Corínthians (65, 66 e 69) e um pelo Palmeiras (1977). Onze vezes campeão paulista, sendo cinco pelo Corínthians (64, 65, 66, 68 e 69), três pelo Palmeiras (74, 75 e 76), uma pelo Sírio (73). Despediu-se das quadras em 1982.
Entre 70 e 72 atuou no Veneza, na Itália, sendo o primeiro jogador brasileiro de basquete a atuar no exterior.
Carreira vitoriosa
Bronze nas Olimpíadas e Tóquio (64), campeão Mundial no Rio de Janeiro (63), Prata, no Pan-Americano de São Paulo (63); Bronze, no Mundial de Montevidéu (67); campeão Sul-Americano, em Assunção (68); 4º lugar nas Olimpíadas do México (68), Prata no Mundial da Iugoslávia (70); campeão sul-americano, em São Paulo (72); Campeão sul-americano em Bogotá (73); Bronze no Pan-Americano do México (75); campeão Sul-Americano, em Valdívia, no Chile (77); Bronze no Mundial das Filipinas (78); Bronze no Pan-Americano de San Juan (79).
Foi casado com D. Orlandina de Lima Maciel, pai de três filhos: Luciano, Ubiratan e Paula. Radicado em Jacareí.
Homenagem – Um mês depois da morte de Ubiratan, o Tênis Clube prestou uma homenagem ao seu craque inesquecível. Paula Maciel, filha de Bira, e Edvar Simões descerraram a placa dando o nome de Bira à quadra do ginásio Manoel Bosco Ribeiro, no dia 23 de agosto de 2002.

JOEL VICARI SANCHES

Pivô, que atou pelo Tênis Clube SJ dos Campos em 82 e 83.
Começou a carreira em sua cidade natal, no Tênis Clube de Campinas. Depois jogou pelo Sírio, Pirelli de Santo André, Tênis São José, Nosso Clube de Limeira, Gymnasia Y Esgrima (Argentina) e retornou ao Vale do Paraíba para jogar no Fuji-Embraer, de SJ dos Campos, a convite do técnico Zé Geraldo.
Nasceu em 1963, tinha 20 anos quando jogou pelo Tênis Clube e 27 anos
quando se transferiu para o Fuji-Embraer. Altura - 2,07.
Em seu jogo de estréia pela Embraer marcou 18 pontos, na vitória
sobre o Telesp/SP por 111 a 76, no Ginásio do Elvira, em Jacareí.

EDVAR JÚNIOR

José Edvar Simões Júnior, lateral, 1,94 de altura, craque com estilo próprio, velocidade e bom arremesso, mas também herdou algumas boas qualidades do pai, inclusive o temperamento, por vezes abusado e explosivo - e também faz história no basquete paulsita! Nasceu em São José dos Campos, no dia 13 de Março de 1972, e pode ser considerado como a última revelação que frutificou nas categorias de base do Tênis Clube São José dos Campos. Apesar da tradição do basquete, a diretoria do Tênis acabou com o esporte no clube, mas Edvar Júnior ainda teve tempo de sagrar-se campeão do Interior (Mirim e Infantil). Precisou mudar de clube e foi campeão Juvenil pelo Esporte Clube Sírio. Ganhou três vezes o prêmio de “Melhor do Ano”, da Federação Paulista de Basquetebol. Sua carreira decolou, a ponto de sagrar-se campeão Sul-Americano pela Seleção Brasileira, no campeonato realizado em Guaratinguetá no ano de 1993, sob o comando do técnico Ênio Vecchi. Edvar Júnior jogou pelos seguintes clubes: Tênis São José, EC Sírio, Monte Líbano, Palmeiras, Corinthians, Flamengo (RJ), Pinheiros, Mogi das Cruzes e COC – Ribeirão Preto (onde foi campeão estadual) e finalmente retornou para sua cidade, onde ajudou o basquete joseense a conquistar o título de campeão da Série A2, em 2005, campeão da Copa Millenium, e o conseqüente acesso para a Série A1. Na divisão de elite, onde se encontra hoje, o basquete da cidade é representado pela AE São José/Unimed/Vinac, também com o apoio da Fadenp – Fundo de Apoio ao Desporto Não Profissional. Edvar Júnior foi destaque no Estadual, na Supercopa e Copa Ouro, competições realizadas na temporada 2007/2008.


ANDRÉ MUDO

No basquetebol paulista, se for chamado apenas de André certamente não será reconhecido como o grande craque que é desde os tempos de Clube Atlético Paulistano. Atende pelo apelido de Mudo porque era de pouca conversa desde o início da carreira. Seu nome completo é André Luís Marques dos Santos, nasceu em São Paulo (SP) no dia 20 de Julho de 1977. Ala-pivô, 1,94 de altura, veio do Paulistano para a AE São José/Vinac em Setembro de 2007. Logo se identificou com a cidade, veio com a esposa Karinne para São José dos Campos e ela foi contratada para trabalhar na Secretaria de Esportes. Parece que André Mudo será mais um cestobolista a se radicar na cidade. E já é ídolo para os apaixonados torcedores do basquete pela sua categoria, acerto nos arremessos e sobretudo pela vibração que contagia os companheiros. Na temporada 2007/2008 foi o maior destaque da equipe dirigida pelo técnico Régis Marrelli. Além do Estadual, também participou da Supercopa, Copa Ouro, Jogos Reginais e Jogos Abertos do Interior.


PAULÃO

Paulo Fernando Moreira de Castro, o Paulão, pivô que chama a atenção pela estatura – 2,12 metros – o mais alto da equipe da AE São José/Unimed/Vinac na temporada 2008/2009. Já foi convocado algumas vezes para a Seleção Brasileira. Nasceu em Carmo de Minas, no dia 7 de Junho de 1979, foi tri-campeão mineiro pelo Uberlândia (2000-2001 e 2002). Mas considera o melhor momento de sua carreira quando ganhou pelo Winner/Limeira o título de campeão da Nossa Liga (liga independente fundada pelo ex-jogador Oscar Schimidt, em 2007). Também foi campeão carioca pela equipe de Campos (RJ) em 2003. Sua melhor partida da temporada de 2008 foi contra Franca, quando a equipe de São José venceu o atual campeão paulista e Paulão marcou 22 pontos. Em entrevista ao jornal ValeParaibano, Paulão falou do lado ruim de sua elevada estatura: “ter que enfrentar um chuveiro baixo ou uma cama pequena”. Mas disse que já se acostumou e tira tudo de letra.

MATHEUS

Matheus dos Prazeres Costa, armador, 1,78 de altura, nasceu na cidade de Franca no dia 01 de Abril de 1980. Um dos mais importantes jogadores do time do São José/Unimed/Vinac na conquista do título estadual de 2009. Veio para São José dos Campos com boas credenciais: três títulos paulistas conquistados pela escola de Franca, além de uma Copa América. Começou nas categorias de base de Franca, foi ainda cadete para São José do Rio Preto até voltar e ser efetivado no time principal de sua cidade. Matheus transferiu-se em 2003 para Campos/RJ, onde se sagrou campeão carioca. Depois foi jogar em Araraquara, retornou para Franca e finalmente topou o desafio de defender o São José, onde novamente foi campeão e caiu nos braços da torcida. Teve ótima acolhida na cidade, com sua esposa Alessandra Rodrigues Costa e a filhinha Mariah, que completa um ano de idade em 2010. Vai ficar na história para sempre no quinteto de ouro formado por Fúlvio, Wanderson, Renato, Mineiro e Matheus.

FABRÍCIO

Fabrício Russo de Oliveira, ala-pivô, 1,96 de altura, nasceu no dia 1º de Maio de 1985, em São Paulo/Capital. E foi no Corinthians que deu seus primeiros passos no basquete, jogando nas categorias Mirim, Infantil e Infanto-Juvenil. Antes de se sagrar campeão paulista de 2009 pelo São José Basket, só havia conquistado títulos nas categorias de base. Como profissional seu primeiro clube foi o Mogi das Cruzes, onde conheceu o técnico Régis Marrelli. Antes de chegar para o São José teve passagens pelo Corinthians de Santa Cruz do Sul/RS e XV de Piracicaba. Em 2008 estava disposto a parar com o basquete, mas foi visto pelo técnico Régis Marrelli jogando pela equipe de Campos do Jordão nos Jogos Regionais, foi convidado e topou reiniciar a carreira profissional em São José dos Campos, naquele mesmo ano. Deu certo. Foi um dos mais importantes jogadores do “banco” que ajudaram o São José a ser campeão paulista. Fabrício foi responsável por grandes viradas, como na final contra o Paulistano.

DI

Adriano José Faggian Galvão, o Di, ala-armador de 1,93 de altura, nasceu em Porto Ferreira (SP), no dia 07/03/1980, chegou para o São José Basket vindo de Limeira, já na temporada de 2009, na primeira edição do NBB. Participou do time de Limeira, treinado por Zanon e que se sagrou campeão paulista (2008). Por causa de uma lesão nas primeiras rodadas do campeonato paulista ficou fora da maioria dos jogos do time campeão. Ainda não conseguiu fazer uma grande seqüência de jogos com a camisa do São José.

RAFAEL MINEIRO

O joseense não vai mais se esquecer do pivô Rafael Ferreira de Souza, o Mineiro, 2,09 de altura, um dos mais eficientes jogadores do time do São José/Unimed/Vinac no título paulista de 2009. Foi autor de lances notáveis no garrafão em parceria com o armador Fúlvio, cujas assistências permitiram a ele jogadas de plasticidade – enterradas e ponte aérea. Para completar seu sucesso em São José dos Campos, Mineiro representou o clube no torneio de enterradas do NBB, em Uberlândia (fevereiro de 2009) e se sagrou campeão. Mineiro de Uberaba, onde nasceu no dia 03 de Junho de 1988, começou nas categorias de base do Uirapuru, em sua cidade natal. Como atleta adulto iniciou sua trajetória por Sorocaba, e depois jogou em Ribeirão Preto, sendo campeão paulista em 2005; e foi para Franca, onde se sagrou campeão paulista em 2007. No ano seguinte defendeu o Paulistano, mas foi no São José Basket que mostrou todo o seu potencial, sendo considerado pelo técnico Régis Marrelli “um pivô moderno, com grandes possibilidades de chegar à Seleção Brasileira”. Foi convocado para o jogo das estrelas do NBB, atuando em Uberlândia na Seleção Kanela, treinada por Lula Ferreira, de quem só arrancou elogios. Mineiro já vestiu a camisa da Seleção Brasileira nas categorias de base. Confira: MUNDIAL SUB-19, na Sérvia, em 2007, participando de 9 jogos (68 pontos), e o Brasil foi o 4º colocado; COPA AMÉRICA, Pré-Mundial Juvenil, em 2006, nos Estados Unidos, participando de 4 jogos (24 pontos), e o Brasil foi o 3º colocado.

PAULO NERY

Paulo Rogério Nery, ala-armador, 1,84 de altura, chegou a São José dos Campos em 2006, por indicação do técnico Régis Marrelli, sendo titular absoluto do time em três temporadas. Afinal, era um dos mais experientes do elenco que ainda estava sendo formado – e trazia na bagagem dois títulos paulistas conquistados quando jogava pelo COC Ribeirão Preto (onde atuou no mesmo elenco que tinha o ala Renato). Paulo Nery nasceu no dia 17 de Março de 1981, em São Paulo, e seu início de carreira foi no Ipiranga, da Capital, nas categorias de base, e como jogador adulto, disputou sua primeira temporada pelo Santo André. Em 2009 perdeu a titularidade no time campeão paulista, mas foi uma força que sempre saiu do “banco” durante os jogos para ajudar nas vitórias. Nas finais, contra o Paulistano, assumiu o lugar de Renato, que lesionado, não participou das últimas partidas. E jogou com eficiência e sempre contando com o apoio da torcida.

WANDERSON

Wanderson Camargos Trigueiro, pivô de 2m04, nasceu em Contagem (MG) no dia 10 de Maio de 1981, e seu início de carreira foi no Minas Tênis Clube, onde atuou dos 10 aos 18 anos de idade. No Minas disputou seu primeiro campeonato brasileiro, tendo como técnico Carlão. No ano 2000 foi para o Mogi das Cruzes, onde trabalhou com o técnico Nilo, que tinha Régis Marrelli como seu assistente; atuou em Franca e depois no Uberlândia (2004), onde conquistou os títulos de campeão mineiro, campeão brasileiro e vice sul-americano. Depois disso foi atuar em São José dos Pinhais (PR) participando do campeonato da Liga criada por Oscar e Hortência. Voltou para o Minas Tênis, onde colecionou mais três títulos importantes: campeão mineiro, sul-americano e do Torneio de Natal, na Holanda. Adquiriu mais experiência internacional jogando pelo Quimsa, da Argentina, sendo vice-campeão sul-americano, até ser convidado para jogar em São José dos Campos no ano de 2009. Logo foi adotado pela torcida como ídolo do time que se tornaria campeão paulista. Sua esposa Fernanda Negretto vai sempre que pode aos jogos disputados no Ginásio Linneu de Moura, e acompanhada do filho Miguel, um esperto torcedor de três anos de idade quando o pai conquistou o título no São José Basket.

FÚLVIO

Fúlvio Chiantia de Assis, armador de 1,86 de altura foi o cérebro do time do São José/Unimed/Vinac na conquista do titulo paulista de 2009. Além da eficiência nos arremessos, na bola de três pontos, foi o campeão em assistência, capaz de realizar jogadas de efeito inesperadas – como colocar a bola entre as pernas do adversário e sair jogando, ou nas assistências deixar o pivô em condição de concretizar a ponte aérea, enfim sendo autor de lances incríveis e atuando até com certa irreverência. Jogador ousado e o tempo todo demonstrando confiança, mesmo após uma jogada equivocada. Foi eleito o melhor jogador do campeonato paulista de 2009. Já teve passagens pela Seleção Brasileira, em 2004, com o técnico Lula Ferreira, e 2008, com Moncho Monsalve, por quem foi cortado na última hora. É sempre um nome lembrado para a Seleção. Fúlvio nasceu na Capital paulista no dia 15 de Agosto de 1981, e sua carreira começou nas categorias de base de Limeira, e depois atuou por vários clubes, pela ordem: Paulistano (1999), Uberlândia, Casa Branca, Mogi das Cruzes (onde conheceu Régis Marrelli), COC Ribeirão Preto (com o técnico Lula Ferreira), Universo/DF e Assis Basket. Sua primeira experiência internacional foi jogar pelo Trotamundos, na Venezuela, mas ficou poucos meses, retornando para o Paulistano. Mas em 2008 foi para a Europa, atuando no Pallacanestro Roseto (Itália) e C.B.Granada (Espanha), e quando retornou ao Brasil, o São José Basket conseguiu com muito empenho sua contratação. Jogos de Fúlvio pela Seleção Brasileira: Campeonato Sul-Americano Adulto, em 2004, participando de dois jogos (marcou 18 pontos); e Torneio Pré-Olímpico de 2008, na Grécia, participando de dois jogos (marcou dois pontos).

RENATO

Renato Lamas Pinto, ala-pivô de 2,00 de altura, é natural de Belo Horizonte, onde nasceu no dia 28 de Maio de 1978. Craque considerado fora-de-série vestiu no São José a camisa 13 (a mesma que Edvar usava no Tênis Clube e Seleção Brasileira). Por suas jogadas de efeito, pontaria nos arremessos e grande margem de acerto na bola de três, Renato logo se identificou com a torcida. Foi o “cestinha” do time no campeonato paulista com 470 pontos em 31 jogos, mesmo ficando fora das finais por causa de uma contusão. Antes de ser campeão pelo São José Basket já tinha conquistado cinco títulos estaduais – o último pela Winner/Limeira, com o técnico Zanon. Sofreu uma lesão no quinto metatarso do pé esquerdo na partida das semifinais, em Bauru, e não enfrentou o próprio Bauru na decisão da vaga e nem jogou o play-off contra o Paulistano, mas participou fora da quadra, gritando e torcendo – e se emocionou bastante na hora do título, mesmo de muletas invadindo a quadra para abraçar os companheiros. Foi submetido a uma cirurgia pelo Dr. Andreoli, da Seleção Brasileira, passando a viver a expectativa de jogar o play-off do NBB 2010.

TIGRÃO, VINICIUS, JIMMY, JOÃO PAULO, ROBINHO

Quando conquistou o título de campeão estadual de basquetebol (2009-2010), o São Jose/Unimed/Vinac, com a camisa da gloriosa AE São José contou em seu elenco com jogadores no “banco” que também ajudaram na campanha, sendo três deles das categorias de base, com muito futuro pela frente.

ANDERSON TIGRÃO – o mais antigo jogador do elenco, veio para São José dos Campos em 2004, antes da chegada do técnico Régis Marrelli. Começou sua carreira nas categorias de base do Fluminense (RJ). Rodou por vários times até o São José convidá-lo, quando atuava por Jundiaí. Anderson José de Oliveira é pivô, de 2,02 de altura, nasceu no dia 18/02/1984, no Rio de Janeiro.

VINICIUS – garoto da base, treinou muito com Paulo Jaú, assistente do técnico principal Régis Marrelli. Ala-pivô de 2,00 de altura, Vinícius de Oliveira Cornélio Pastor nasceu no Rio de Janeiro, no dia 09/09/1990, mas vive com a família em Jacareí. Seu pai Zé Geraldo, também foi jogador de basquete.

JIMMY – veio do Joinville para atuar na equipe Sub-20 do São José Basket, e logo foi integrado no time principal como opção de banco. Jimmy Dreher de Oliveira, 1,88 de altura, ala, nasceu em Florianópolis, no dia 11/04/1990.

JOÃO PAULO – armador, jogador da base, teve a felicidade de conviver e treinar com os craques do time. Nasceu no dia 15/04/1992. Seu nome completo é João Paulo de Sousa Lustosa, tem 1,85 de altura.

ROBINHO – jogador da base, também conviveu com os craques do time campeão. Luis Guilherme dos Santos, ala, nasceu em 15/04/1992, tem 1,83 de altura.

 

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