JAÚ
MIRAGAIA
Benedita
Vicentina Miragaia, a Jaú, nasceu em 05 de agosto de 1927,
em São José dos Campos/SP, filha de Benedito Ferreira
Candelária e Ismênia Miragaia. Ainda cedo recebeu
o apelido de "Jauzinha" e, mais tarde, somente "Jaú".
O apelido foi dado pelo doutor Rui Rodrigues Dória, tradicional
médico da cidade e amigo da família, que assistiu
ao seu parto. O apelido veio devido à coincidência
com a data do avião Jaú que fez a travessia do Atlântico
e chegou ao Rio de Janeiro exatamente na data de seu nascimento.
Jaú foi destaque no vôlei e no basquete. Começou
no voleibol da Associação Esportiva São José,
em 1944, treinada por Linneu de Moura, que no mesmo ano incentivou
o início de suas atividades no basquete do Tênis
Clube de São José dos Campos, que iniciava a construção
de seu ginásio de esportes. Linneu presidia a Comissão
Central de Esportes de São José dos Campos e foi
um dos responsáveis pela contratação do professor
Edésio del Santoro, preparador físico e treinador,
famoso na época por haver participado das Olimpíadas
na Alemanha, atuando pela Seleção Brasileira de
Basquete. Edésio foi contratado junto ao Country Clube
de Taubaté, cidade que sediou os Jogos Abertos de 1944,
sendo um dos precursores do basquete joseense. O time de basquete
feminino de São José dos Campos foi vice-campeão
em sua categoria nos Jogos Abertos do Interior, realizado em Santos,
nos anos de 1946 e 1948. Jaú sempre se destacando, até
que em 1950 foi convocada para integrar a Seleção
Brasileira de Basquete, para disputar a 29ª edição
do Campeonato Sul-Americano Adulto Feminino, realizado em Lima,
no Peru, quando o Brasil conquistou a quarta colocação.
A colega Cynira também foi convocada. Na ocasião,
o Chile garantiu o ouro; Argentina, prata e o anfitrião
Peru ficou com a medalha de bronze. Jaú Miragaia encerrou
sua carreira de esportista em 1951, quando ficou noiva, para casar-se
no ano seguinte. Teve seis filhos e nove netos. Reside atualmente
no CTA, em São José dos Campos (Museu do Esporte).
CYNIRA
E CIRENE POLI
Cynira
começou no basquete em 1943, com apenas 11 anos de idade,
e Cirene, sua irmã, em 1946, com 12 anos, ambas treinando
na quadra do Instituto de Educação João Cursino.
Em 1949, elas ajudaram o basquete joseense a conquistar o título
de campeão do Estado, ganhando o cobiçado Troféu
Bandeirantes. Também ganharam o título dos Jogos
de Cambuquira, enfrentando os times poderosos da época:
Fluminense, Pinheiros e o Minas.
Ambas ganharam destaque internacional com a convocação
para a Seleção Brasileira que disputou o campeonato
sul-americano em Lima, no Peru. Foram chamadas três jogadoras
do Tênis Clube: Jaú, Cynira e Cirene Poli. Das três,
Cirene não foi para Lima, tinha 15 anos quando foi convocada.
Jogou até 1967, casou-se com o atleta do basquete José
Rui Veneziani com quem teve três filhos. Cynira retornou
do sul-americano, casou-se com Antonio Romão Gomes e foi
morar em São Paulo, onde jogou e foi campeã paulista
pelo Sírio. Retornou a São José em 1953 e
continuou jogando até 33 anos de idade, parando em 1961.
DIRCE MARSON
Dirce
foi uma notável jogadora de basquete, casada com o atleta
olímpico Alberto Marson, que também trabalhou como
técnico do Tênis Clube depois de encerrar sua carreira.
A ex-jogadora tem um dado curioso em sua vida esportiva: Dirce
foi homenageada no dia 21 de agosto de 1999, no Tênis Clube
SJ dos Campos, por iniciativa do Panathlon Clube SJ dos Campos
e Secretaria de Esportes de São Paulo recebendo a medalha
de campeã brasileira de 1950, que na ocasião não
lhe havia sido entregue. Foi uma festa muito bonita que trouxe
vários personagens do passado de volta a São José
dos Campos, entre eles o veterano Edésio Del Santoro, o
primeiro treinador oficial do Tênis Clube SJ dos Campos
na década de 40, pioneiro do “bola ao cesto”
na cidade. Dirce ficou muito emocionada.
NORMINHA
Considerada
uma das melhores jogadoras de todos os tempos, Norma Pinto de
Oliveira é um dos grandes destaques do basquete feminino
brasileiro. Norminha, como é conhecida, nasceu em Buenos
Aires, na Argentina, em 13 de Maio de 1942, mas veio para o Brasil
com treze anos onde descobriu o prazer do esporte. Se naturalizou
brasileira para poder jogar na seleção. A armadora,
de 1,79 de altura, fez parte, junto com nomes como Maria Helena,
Heleninha, Nilza, Marlene entre outras, de uma vitoriosa geração
do basquete do Brasil. Entre suas principais conquistas estão
seis títulos sul-americanos (Brasil - 1965, Colômbia
- 1967, Chile - 1968, Equador - 1970, Peru - 1972 e Bolívia
- 1974), medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de São
Paulo (Brasil - 1963), medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos
(Winnipeg-1967 e Cali – 1971), 5º lugar no Mundial
do Peru (1964), medalha de bronze no Mundial do Brasil (1971)
e 4º lugar nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México
(México - 1975). Ao todo, Norminha participou de oito sul-americanos,
quatro Jogos Pan-Americanos e quatro Mundiais em 20 anos de seleção
brasileira. Com tantas conquistas no currículo e dona de
um talento incomparável, Norminha foi considerada em uma
eleição internacional realizada em 2000, uma das
cinco melhores jogadoras de basquete do século. No começo
de sua carreira, jogou pelo Tênis Clube São José
dos Campos e antes dos anos 60 disputou o campeonato aberto de
Santos pela equipe joseense. Jogou no SER Ipiranga/SP, Sorocaba,
Flamengo/RJ e São Caetano, onde encerrou a carreira em
1979.
AMELINHA
Maria
Amélia Rodrigues Gomes foi um dos grandes nomes do basquete
de São José dos Campos e da Seleção
Brasileira. Ganhou medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de
1963, em São Paulo, formando na seleção que
tinha Maria Helena, Norminha, Heleninha, Nilza, Angelina, Marlene
e Neuci. Ela nasceu em Votorantim, no dia 2 de Dezembro de 1946,
mas foi criada em Sorocaba, onde começou a jogar basquete
e teve toda a orientação do técnico Campineiro,
a quem deve muito e respeita como se fosse seu pai. A cidade de
Sorocaba tinha equipe forte de basquete, revelou muitas jogadoras
para o Brasil. O sucesso de Amelinha acabou ultrapassando as fronteiras
sorocabanas. Logo ela se transferiu para Piracicaba e depois para
o Flamengo/RJ, passando a ser freqüente seu nome nas convocações
da seleção brasileira. Ganhou quatro títulos
sul-americanos com a seleção e participou de uma
vitoriosa excursão do Flamengo pela Europa. No final da
década de 60, tinha retornado para Sorocaba quando recebeu
a visita do diretor Kalil Rayes e das jogadoras Tânia e
Lety, da equipe do Tênis Clube São José dos
Campos. A proposta foi boa e Amelinha resolveu mudar-se para o
Vale do Paraíba. Integrou a última grande equipe
de basquete feminino do Tênis, que até foi representar
a Seleção Paulista no campeonato brasileiro de 1969,
em Natal, sagrando-se campeã nacional. Seu técnico
era o professor Paulo de Tarso. Mesmo quando a equipe joseense
fechou suas portas em 71, Amelinha ficou na cidade, trocou o basquete
pelo casamento, pois tinha apenas 25 anos e ainda poderia continuar
jogando. Mãe de seis filhos, Paulo César, Daniel
Cristina, Alessandra, Roberto, Rodrigo e Cristiane, com dedicação
total à família, a “estrela” do basquete
joseense escolheu o Jardim das Indústrias para viver em
SJ dos Campos.
REGINA LIMA
Regina
Helena de Lima, armadora ou ala, nome de destaque na equipe do
Tênis Clube São José dos Campos. Participou
da Seleção Paulista campeã brasileira de
1969, em Natal, no Rio Grande do Norte. A equipe era dirigida
pelo professor Paulo de Tarso e a base do elenco era a equipe
de São José dos Campos. Regina Lima nasceu em São
José dos Campos, no dia 29 de Novembro de 1952. Recusou
convites para sair do Tênis Clube, pois optou por dedicar-se
aos estudos. Formou-se em Educação Física,
na Faculdade de Cruzeiro, cidade que defendeu nos Jogos Regionais
de 1972. Tem boas recordações da fase áurea
do basquete feminino e costuma reunir em sua casa as ex-atletas
da década de 70 para relembrar os bons momentos vividos
nas quadras. Seu filho Marcelo também foi jogador de basquete
do Tênis.
TÂNIA
Campeã
brasileira pela Seleção Paulista em 1969, no campeonato
disputado em Natal, no Rio Grande do Norte. A base da seleção
era a equipe de São José dos Campos, treinada pelo
professor Paulo de Tarso e Tânia era símbolo da raça.
Destacava-se pela velocidade e precisão nos arremessos,
mas seu espírito de combatividade era sua qualidade principal.
Faleceu prematuramente. Tânia Maria de Carvalho nasceu no
dia 27 de Janeiro de 1948, na cidade de São Fidélis
(RJ). Veio com os pais (Virgulino e Maria José) e os três
irmãos para São José dos Campos em 1954 e
estudou no Instituto João Cursino. Aos 16 anos começou
a praticar vôlei, mas foi no basquete que se identificou
e conquistou títulos para a cidade. Em 1970, depois do
título brasileiro em Natal, parou de jogar, o time joseense
acabou e ela não queria atuar por outra cidade. Em 1973
formou-se em Educação Física, trabalhou na
Prefeitura e depois na Secretaria de Relações do
Trabalho e do Menor, em São Paulo. Morreu no dia 30 de
janeiro de 1991 de aneurisma cerebral. Recebeu como homenagem
do Município o nome do ginásio de esportes do Campo
dos Alemães e de uma rua no bairro de Urbanova.
ZANZA
Rosângela,
“mas pode me chamar de Zanza”. Trabalhava como pivô,
e ganhava quase todos os rebotes. Foi destaque no Tênis
Clube e integrou a Seleção Paulista campeã
brasileira de 1969, em Natal/RN.
TOYOKO
Uma
“formiguinha” na quadra, Toyoko deu muitas alegrias
ao basquete do Tênis Clube São José dos Campos.
Participou da Seleção Paulista campeã brasileira
de 1969, em Natal/RN.
MARIA DA GRAÇA
Participou
da Seleção Paulista campeã brasileira de
1969, em Natal, sendo uma jogadora muito aproveitada pelo técnico
do Tênis Clube, Paulo de Tarso,
obediente e muito aplicada no plano tático da equipe.